A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NAS SÉRIES INICIAIS

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Elaboração: Nelma P. Maciel e Ana Paula F. M. Brum(Pedagogas)

A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NAS SÉRIES INICIAIS

 APRESENTAÇÃO

            Este material é um resumo do Caderno 6 do CEALE/UFMG - PLANEJAMENTO DA ALFABETIZAÇÃO - e tem por objetivo o planejamento do trabalho na Alfabetização e Letramento, no contexto do Ciclo Inicial de Alfabetização. Nossa proposta é através deste material "articular as ações do planejamento curricular às ações avaliativas, elegendo o diagnóstico das capacidades lingüísticas dos alunos como ponto de partida para o planejamento e a sistematização de atividades, rotinas e recursos para o trabalho com a alfabetização e o letramento". Os trechos em itálico e("") foram retirados do corpo do texto do caderno 6, o grifo é para resguardar a autoria do material pelo CEALE/UFMG.

•1.   AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA SOB O OLHAR DE  CIPRIANO CARLOS LUCKESI

         "A avaliação da aprendizagem escolar se faz presente na vida de todos nós que, de alguma forma, estamos comprometidos com atos e práticas educativas. Pais, educadores, educandos, gestores das atividades educativas públicas e particulares, administradores da educação, todos, estamos comprometidos com esse fenômeno que cada vez mais ocupa espaço em nossas preocupações educativas.

            O que desejamos é uma melhor qualidade de vida. No caso deste texto, compreendo e exponho a avaliação da aprendizagem como um recurso pedagógico útil e necessário para auxiliar cada educador e cada educando na busca e na construção de si mesmo e do seu melhor modo de ser na vida.

            O ato de avaliar implica dois processos articulados e indissociáveis: diagnosticar e decidir. Não é possível uma decisão sem um diagnóstico, e um diagnóstico, sem uma decisão é um processo abortado.

            Em primeiro lugar, vem o processo de diagnosticar, que constitui-se de uma constatação e de uma qualificação do objeto da avaliação. Antes de mais nada, portanto, é preciso constatar o estado de alguma coisa (um objeto, um espaço, um projeto, uma ação, a aprendizagem, uma pessoa...), tendo por base suas propriedades específicas. Por exemplo, constato a existência de uma cadeira e seu estado, a partir de suas propriedades 'físicas' (suas características): ela é de madeira, com quatro pernas, tem o assento estofado, de cor verde... A constatação sustenta a configuração do 'objeto', tendo por base suas propriedades, como estão no momento. O ato de avaliar, como todo e qualquer ato de conhecer, inicia-se pela constatação, que nos dá a garantia de que o objeto é como é. Não há possibilidade de avaliação sem a constatação.

            O ato de avaliar não é um ato neutro que se encerra na constatação. Ele é um ato dinâmico, que implica na decisão de 'o que fazer' Sem este ato de decidir, o ato de avaliar não se completa. Ele não se realiza. Chegar ao diagnóstico é uma parte do ato de avaliar. A situação de 'diagnosticar sem tomar uma decisão' assemelha-se à situação do náufrago que, após o naufrágio, nada com todas as suas forças para salvar-se e, chegando às margens, morre, antes de usufruir do seu esforço. Diagnóstico sem tomada de decisão é um curso de ação avaliativa que não se completou.

            A qualidade de vida deve estar sempre posta à nossa frente. Ela é o objetivo. Não vale a pena o uso de tantos atalhos e tantos recursos, caso a vida não seja alimentada tendo em vista o seu florescimento livre, espontâneo e criativo. A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, por isso é diagnóstica, e não voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa. Por ela, por onde quer que se passe, não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente, em busca do melhor. Sempre!" 

•1.   1   A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NA PRÁTICA

            Para iniciar o trabalho de avaliação diagnóstica faz-se necessário conhecer todos os aspectos relacionados às turmas. Nessa observação alguns fatores iniciais de avaliação merecem atenção especial do professor e Pedagogo:

  • "Levantamento da quantidade de alunos/turma
  • Características sócio - econômicas dos alunos
  • Trajetória Escolar dos alunos(experiências anteriores de escolaridade)"

            Os fatores acima devem ser observados pelo professor a partir dos primeiros dias de aula, ele precisa conhecer ao máximo a "turma de modo bem informal através de entrevistas na sala de aula, um colega entrevista o outro, a professora entrevista os alunos em sala, no recreio", etc. Cabe ao Pedagogo acompanhar este processo de perto com os professores, criando momentos e canais de escuta das observações realizadas, bem como orientá-lo em suas necessidades.

 •1.   2    APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 

            O instrumento de avaliação diagnóstica sugerido pela SEMEC/Gerência da Educação Básica I está baseado nas capacidades lingüísticas elencadas na Matriz de Referência do caderno 5 do CEALE/UFMG, deve ser aplicado pelo professor com auxílio do Pedagogo "NO INÍCIO do ano letivo, ao final do mês de fevereiro, com a finaldade de conhecer melhor o perfil da turma e oferecer subsídios para o planejamento do trabalho". Cabe ao professor proceder, também, com avaliações processuais com periodicidade mínima de 2 em 2 meses para avaliar os avanços do trabalho realizado. Nessas avaliações processuais são avaliadas as mesmas capacidades lingüísticas da avaliação diagnóstica, porém aumenta-se o nível de cobrança das questões.

            Antes de iniciar o processo de avaliação diagnóstica propriamente dito com as turmas, o Pedagogo deve "preparar o professor em relação ao uso do instrumento. Algumas condições relativas a essa aplicação devem ser explicadas preliminarmente":

  • Planejar a avaliação levando em conta importantes fatores: Estudo e "conhecimento da matriz de referência e das atividades do instrumento de avaliação" sugerido e enviado para as escolas pela SEMEC;
  • Organizar o tempo necessário para a aplicação do teste, talvez serão necessários "de dois a três dias para cada eixo, agrupando as questões pela natureza da atividade(individual ou coletiva). No caso de atividades individuais como avaliação da habilidade de leitura dos alunos", faz-se necessária a colaboração do Pedagogo, "para que possa ser feito um registro dos desempenhos";
  • Sugerimos que as atividades avaliativas aconteçam no espaço de no mínimo "7 dias letivos, com alternância das situações de aplicação das atividades e outras de rotina planejadas pela professora, o que contribui para evitar, por parte das crianças, a idéia de um teste exaustivo e estressante".
  • A SEMEC enviou o instrumento de avaliação já com as atividades avaliativas para cada capacidade lingüística, porém o instrumento é sugestão, a escola tem a liberdade de criar seu próprio instrumento de acordo com a matriz de referência. Ou aspecto que deve ser observado "é a escolha das questões mais adequadas ao nível da turma, sem deixar de avaliar todas as capacidades o professor pode selecionar as atividades que considera mais condizente com o perfil da turma".
  • Na apliacação do teste o professor pode, também, "adaptar a avaliação ao nível de autonomia das crianças na leitura e na escrita lendo questões quando necessário."

 •1.   3   REGISTRO DOS RESULTADOS

            Após a aplicação do teste o professor juntamente com o Pedagogo devem "elaborar um registro em fichas individuais do desempenho de cada aluno, um registro consolidado de toda a turma para uma visualização mais precisa do conjunto" e se possível um gráfico apresentando os resultados para a comunidade escolar.

            Sugerimos que sejam seguidas as orientações do "Caderno 5 do CEALE/UFMG, e que se faça um mapeamento da classe em três níveis de desempenho nas capacidades avaliadas:

  • Nível 1: capacidades ainda não desenvolvidas
  • Nível 2: capacidades em desenvolvimento(domínio parcial ou transição de níveis)
  • Nível 3: capacidades já desenvolvidas pelos alunos"

 •1.   4  ANALISANDO OS RESULTADOS DO DIAGNÓSTICO

            "Após a elaboração dos registros de avaliação, o professor reuni-se com o Pedagogo para análise da natureza dos erros e acertos dos alunos em cada eixo, discussão desses resultados e tomadas de decisões quanto ao trabalho a se desenvolvido durante o ano letivo". 

•1.   5  TRAÇAR METAS PARA O PLANO DE TRABALHO 

                        "Tendo em vista os resultados da turma, algumas metas mais gerais devem ser estabelecidas para o trabalho a ser desenvolvido ao longo do ano. O professor baseado nos conhecimentos e capacidades lingüísticas que as crianças já possuem ou que ainda não desenvolveram deve propor uma lista de ações ou de atividades possíveis, organizada na forma de um plano de trabalho. A lista deve ter os eixos das capacidades, sinalizando alguns níveis de intensidade do trabalho a ser desenvolvido, ou seja, o modo pelo qual uma capacidade será explorada ao longo do tempo: introduzir, trabalhar sistematicamente, retomar e consolidar." Cabe ao Pedagogo acompanhar, apoiar e verificar se as metas estão sendo alcançadas.

•1.   6  FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DOS ALUNOS 

                        "O resultado da avaliação diagnóstica das turmas pode evidenciar que o professor enfrentará o desafio de trabalhar com grupos de alunos bem diferenciados quanto ao nível de conhecimentos já adquiridos sobre a escrita". O que fazer?

                        "Para isso, o professor precisará definir formas de organização do seu trabalho que possibilitem aos alunos discussões, cooperações ou parcerias na resolução das tarefas propostas. Considerar o trabalho em parceria dos alunos como uma modalidade freqüente de organização do seu trabalho pedagógico".

 

 

 

 

 

 

 

 

           

 

avaliação, planejamento, series iniciais

quinta 28 abril 2011 17:47



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